Análise de Planeta dos Macacos: A Origem, por Eric Jason

Eric Jason

O futuro chegou… E nós não estamos nele. É com essa frase que Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes) se apresenta para nós. E acredite, é a mais pura verdade. O prelúdio da famosa franquia de ficção científica vem para apresentar ao grande público a origem dos primeiros primatas a ganhar inteligência e que irão transformar o nosso planeta, no planeta deles.

O filme mesmo sendo um prelúdio para a saga original percorre outras trilhas de narrativa, traçando assim caminhos antes não explorados, mas sem esquecer-se de deixar ganchos que nos remetem ao que já conhecemos dos outros filmes.

Em Planeta dos Macacos: A Origem, James Franco vive Will Rodman, um cientista que estuda uma espécie de vírus que ele acredita ser capaz de tratar o  mal de Alzheimer. Para testar o medicamento, o laboratório usa os chimpanzés, que acabam mostrando peculiares efeitos colaterais. É nesse laboratório que surge César, um macaco que mostra uma incrível capacidade de aprendizagem, fruto dos efeitos da droga experimental.

 

Planeta dos Macacos: A Origem: Andy Serkis (César) & James Franco

 

E é justamente César, ou melhor, o talentoso ator, Andy Serkis o ponto alto do filme. Serkis já havia nos brindado com seu talento como o asqueroso Gollum, na trilogia O Senhor dos Anéis, e o gigante King Kong. É comum se perguntar durante o filme se aquilo é mesmo um animal digital ou se estamos diante de uma criatura real, tamanha a dedicação do ator. E isso não acontece só com César. A Weta Digital (empresa de Peter Jackson) conseguiu criar gorilas, chimpanzés e orangotangos extremamente realistas.

É extremamente empolgante acompanhar a evolução de do símio com nome de imperador romano. Andy Serkis consegue percorrer com maestria o caminho entre a doçura e inocência do filhote símio, até o rancor e fúria do adulto, de andar e olhar quase humano. É o astro digital quem dita o ritmo do filme. À medida que César cresce a ação também cresce. A seqüência na ponte Golden Gate é simplesmente de tirar o fôlego.

 

Andy Serkis, interpretou Gollum, King Kong e agora César, mostrando a versatilidade de um grande ator

 

O responsável por essa narrativa crescente é o diretor Rupert Wyatt, que da a franquia um toque pessoal. Destaque aqui para as cenas no abrigo de animais, que mais parecem um filme de prisão. A sensação claustrofóbica, sem diálogos e apoiadas somente na atuação de Serkis e sua equipe é de tirar o chapéu. É um alívio narrativo no meio de tantas cenas iguais, cheias de diálogos clichês da grande maioria dos filmes de Hollywood.

É de se admirar que um filme que tinha tudo pra ser apenas mais um filme de ficção cheio de efeitos especiais perdido no meio de tantos outros, nos surpreenda com grandes interpretações, e um certo nível de profundidade. Mas ao falar tanto da atuação do macaco de Serkies, não podemos deixar de comentar a grande atuação de John Lithgow, que interpreta o pai de James Franco. É ele que tem as melhores cenas fora do núcleo digital. Seu personagem também é o responsável por batizar o filhote.

 

No fim, quando os créditos aparecem, ficamos com uma sensação de satisfação e expectativa por uma seqüência, que certamente virá, mesmo que teoricamente o filme cumpra seu papel de prelúdio e não necessite obrigatoriamente de uma. Fica também a sensação que o cinema, de uma forma geral, não precisa escolher entre um filme com ação, efeitos especiais ou um filme com roteiro bem elaborado e profundidade. Planeta dos macacos é a prova disso, mesmo que se saiba que ainda pode melhorar muito.

Curtam o filme, e quem não viu os outros “episódios” da franquia, veja. Conheçam mais à fundo na vasta mitologia ao redor dos símios inteligentes. Encontre o seu lugar no Planeta dos Macacos, porque César… já está em casa.

 

A  seguir vocês podem conferir um vídeo com Andy Serkis e o diretor Rupert Wyatt, falando sobre o filme e aonde são mostradas cenas dos bastidores, revelando detalhes das cenas aonde Serkis interpreta César.

 

 

Eric Jason é fã de bons filmes de Ficção Científica, jogador de Card Games, fã de Cinema, HQs, Animação,Vídeo Games e não se imagina vivendo num mundo dominado por símios que não gostam de humanos!