Análise de Saint Seiya Omega por Januncio Neto

Januncio Neto

Januncio Neto

Saint Seiya Omega Ω estreou no ultimo dia 1º de abril e rapidamente se espalhou pela internet e uma coisa não se pode negar, nenhum fã ficou indiferente ao lançamento do novo capítulo dos heróis criados por Masami Kurumada.

Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco) sem sombra de dúvidas foi à série responsável por consolidar as animações japonesas no Brasil na década de 90 e posteriormente abrir espaço para o mercado de Mangás, arrebatando uma legião de fãs fiéis ao longo dos anos.

 

No Japão série Saint Seiya foi exibida pela primeira vez no dia 11 de outubro de 1986, baseada na série de Mangás homônima e desde então os fãs acompanham todas as aventuras de Seiya e os demais Cavaleiros de Athena.

 

 

Este ano quando os primeiros rumores de que a Toei Animation poderia retomar a franquia muitos pensaram que Saint Seiya: Next Dimension (Saint Seiya: Next Dimension – O Mito de Hades) que narra a Guerra Santa contra Hades de 1743 entre outros eventos da série principal, seria a próxima série animada, principalmente por ter relação direta com Saint Seiya: The Lost Canvas que deu um novo fôlego a franquia e teve uma boa aceitação dos fãs, mas para a surpresa de todos Saint Seiya Omega Ω seria o nome da nova produção.

Yoshihiko Umakoshi é o responsável pelo novo design da série, chocou muitos fãs por alterar alguns dos itens mais “sagrados” do universo dos Cavaleiros do Zodíaco, suas armaduras. O novo conceito abandona quase que por completo as ideias originais de Kurumada.

Aparentemente além dos conceitos estéticos o novo visual tem como objetivo dar aos personagens maior liberdade de movimentos e assim valorizar as cenas de combate entre os Cavaleiros. Porém para muitos a novidade não agradou bem como a ausência das clássicas “Caixas de Pandora”, urnas que os Cavaleiros possuíam que continham em seu interior as armaduras, em seu lugar as novas “armaduras” estão contidas em cristais/joias que após a transformação fazem parte dos ornamentos das mesmas.

 

Kouga o novo Cavaleiro de Pegasus e o polêmico visual criado por Yoshihiko Umakoshi

 

Uma informação curiosa foi à opinião do dublador Tooru Furyua (dublador de Seiya na série clássica), durante uma entrevista a um site japonês, ele comentou a respeito da substituição das urnas que guardam/liberam as armaduras (Pandora Box), pelas “pedras da constelação” (Clostones):

Antes, as armaduras eram levadas dentro de uma caixa pesada e agora os cavaleiros vão utilizar um colar, o que faz uma enorme diferença. Acho que ficou até mais elegante“.

Ainda é cedo para afirmar se esta mudança é apenas uma “inovação” para adaptar a série a novos conceitos comerciais do mercado japonês ou se Kurumada nos apresentará uma justificativa dentro do enredo à medida que a historia avança.

 

 

O Primeiro Episódio

Saint  Seiya Omega Ω começa treze anos atrás, quando Seiya o atual Cavaleiro de Ouro de Sagitário salva Saori Kido a reencarnação da deusa Athena e o jovem Kouga do ataque de Marte (Mars) que até o momento não se sabe se é um deus (Ares deus grego da Guerra), um cavaleiro ou arauto de um potencial inimigo real e consequentemente muito mais poderoso.

Após este evento, vamos acompanhar o treinamento de Kouga sob a tutela de sua mestra Shaina de Ofíuco (nome original da personagem) numa ilha, nada demais já que existem Cavaleiros e mestres espalhados por diversos cantos do mundo.

 

 

Mas o curioso é Kouga e Shaina estarem junto de Athena (e seu fiel mordomo Tatsumi), que ao que me consta não costuma se ausentar do Santuário por longos períodos.

Outra curiosidade pessoal será saber a identidade do atual Mestre do Santuário, levando em consideração os eventos da Saga de Hades, realmente tenho um candidato ao posto e gostaria de  ter essa questão esclarecida em breve.

Kouga diferente de Seiya e Temma (protagonista de The Lost Canvas) não tem nenhum desejo de se tornar um Cavaleiro e não acredita na divindade de Athena, ele apenas deseja seguir sua vida livre de imposições e das cobranças pelos acontecimentos que o ligam ao Cavaleiro de Ouro de Sagitário, 13 anos atrás.

Porém o despertar de Marte colocará o destino de Kouga como Cavaleiro à prova e desencadeará os eventos que irão envolver tanto os novos Cavaleiros quanto os lendários Cavaleiros de Bronze que protegeram Athena na série original.

Minha impressão sobre a animação é que eles poderiam ter caprichado mais, a caracterização produzida por Yoshihiko Umakoshi pode não ter a mesma aprovação que a vista em Saint Seiya: The Lost Canvas, mas merecia uma melhor produção.

A trilha sonora na minha opinião foi um dos pontos fortes do episódio, principalmente durante os combates acrescentando um tom épico as cenas, a nova versão do clássico Pegasus Fantasy cantado pela banda Make-up (responsável pela versão original da canção) com a participação da cantora  Nakagawa Shok, cumpre o papel de apresentar a série para os novos fãs e dando um pouco de nostalgia aos mais antigos.

O roteiro esta dentro dos padrões da série (pelo menos para um primeiro episódio) com todas as características e clichês do estilo Shōnen, que fizeram Os Cavaleiros do Zodíaco cativar tantos fãs ao redor do mundo.

A historia me deixou curioso o suficiente para querer acompanhar a série, espero que a Toei Animation possa resolver os problemas relacionados a qualidade da animação e tornar a série mais um sucesso da franquia.

 

 

 

Saint Seiya Omega Ω : Image Gallery

 

 

 

Januncio Neto é fã de Cavaleiros do Zodíaco e assistiu a primeira exibição da série na extinta TV Manchete,  seus personagens favoritos são Saga e Kanon de Gêmeos. E se pergunta: “Seria Kouga  filho de Saori e Seiya?”