Análise de Big Hero 6 por Januncio Neto

Januncio Neto

Januncio Neto

Não sou fã de carteirinha de animações da Disney. Não por considerá-las ruins, apenas por falta de hábito. Mas Operação Big Hero (Big Hero 6) me cativou no primeiro trailer, mesmo antes de saber que se tratava de uma reinterpretação de uma equipe de heróis orientais da Marvel Comics.

Independente de suas versões nas HQs, os personagens que nos são apresentados na animação são surpreendentes por serem originais, mesmo usando estereótipos que a olhos menos atentos parecem pra lá de batidos.

 

A animação dirigida por Don Hall (Bolt: Supercão, A Nova Onda do Imperador, Mulan) e Chris Williams (A Nova Onda do Imperador, A Princesa e o Sapo, Tarzan) é muito divertida e sabe trabalhar bem com elementos clássicos de aventuras heroicas. Sem ser piegas, sabendo focar bem a trama nos protagonistas, dando espaço para que os coadjuvantes tenham sua relevância para história funcionar.

Hiro Hamada é simplesmente um gênio, porém da altura de seus arrogantes 13 anos é necessário que seu irmão mais velho Tadashi Hanada evite que todo seu potencial seja desperdiçado nas ilegais “Robô Lutas”.

 

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Em uma visita a universidade de San Fransokyo, Tadashi apresenta Hiro a seus amigos, Fred, Go Go Tomago, Wasabi e Honey Lemon, todos gênios em diversos segmentos da ciência e tecnologia. Após as apresentações formais, Tadashi apresenta seu projeto de robótica, Baymax (o robô mais adorável desde que Wall-E pronunciou E.V.A pela primeira vez). A partir deste momento a vida de Hiro muda definitivamente.

Como disse anteriormente, a trama é divertida e gostosa de assistir. A Disney definitivamente estará criando um novo universo cinematográfico da Marvel Comics se tiver mais projetos como Big Heore 6 envolvendo personagens obscuros da editora.

A dublagem apesar de toda polêmica que envolve a escolha de atores e/ou celebridades para as animações da Disney é boa e funciona bem.

Se vocês querem saber se os 102 minutos de Big Heroe 6 valem cada centavo do seu rico e suado dinheirinho, a resposta é SIM!!!

A menos, claro, que você seja um “marvete megalomaníaco” que se ache ofendido com o resultado da animação em relação aos, até então, “desconhecidos” Big Hero 6 das HQs da Marvel, ou um chato de galochas (o que nesse caso da no mesmo).

Então se você quer um pouco de cores e alegria nesse final de ano, não perca a chance de ver (ou rever) Big Heroe 6. Vale a pena curtir cada minuto ao lado dos heróis de San Fransokyo (até a cena pós créditos).

 

 

Agradecimentos especiais a Eric Jason, pela revisão do artigo.

Januncio Neto é professor de roteiro na escola de desenhos para HQs do Studio Made in PB, colecionador de HQs, Action Figures e Filmes! E gostaria de ter a tecnologia dos “Nano Bots” para arrumar seu quarto ao som de Immortals.