6 Atrizes japonesas que poderiam substituir Scarlett Johansson em “Ghost in the Shell”

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Muito além das recentes polêmicas em relação ao Oscar 2016, o debate sobre a falta de representatividade e pluralidade étnica nas produções cinematográficas norte-americanas  tem se tornado cada vez mais relevante (o que é algo muito bom), não faltam exemplos ao longo da historia do cinema onde a questões pertinentes ao tema sempre aparecem.  O Cantor de Jazz (The Jazz Singer) de 1927, Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments) de 1956, O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) de 2013 e o ainda inédito Deuses do Egito (Gods of Egypt) são apenas alguns exemplos que podem ser citados e que em maior ou menor grau estão inseridos no contexto do debate.

E se engana redondamente quem acredita que o cerne da polêmica se restringe aos atores afro-americanos, atores de origem indígena e asiática também tem suas queixas e seus argumentos para expor.  Provavelmente você já pode ter ouvido que Scarlett Johansson foi escolhida como a protagonista na adaptação do mangá/anime Ghost in the Shell, criado pelo artista japonês Masamune Shirow.

 

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Você também pode ter ouvido que algumas pessoas não estão felizes com o fato de que a atriz norte-americana foi escolhida para interpretar Motoko Kusanagi, protagonista de Ghost in the Shell e não uma atriz japonesa já que a personagem é japonesa.

Aproveitando a questão o pessoal do Yahoo Style, decidiu sugerir seis atrizes japonesas que poderiam muito facilmente substituir “ScarJo”.

 

Rinko Kikuchi: A atriz de Kanagawa ganhou notoriedade por ter sido a primeira atriz japonesa a ser indicada ao Oscar em meio século, em 2006 por Babel. Mais recentemente, ela esteve em Norwegian Wood, Pacific Rim, The Brothers Bloom, 47 Ronin e Kumiko: The Treasure Hunter.

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Chiaki Kuriyama: A cantora, atriz e modelo não tem trabalhado muito nos Estados Unidos desde que atuou como Gogo Yubari em Kill Bill: Volume 1, mas isso é porque focou seu trabalho no Japão. Vale lembrar que Quentin Tarantino decidiu ter Chiaki no elenco de Kill Bill: Volume 1, após vê-la na primeira adaptação cinematográfica do mangá Battle Royale.

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Karen Fukuhara: Você não pode reconhecê-la, mas a atriz americana vai interpretar Katana na próximo filme de David Ayer, Esquadrão Suicida ao lado de Scott Eastwood, Will Smith, Jared Leto e Ben Affleck.

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Tao Okamoto: Conhecida no mundo da moda por seus inúmeros desfiles e editoriais, tendo trabalhado para, Alexander Wang, Louis Vuitton, e Ralph Lauren (para não mencionar o fato de que ela está namorando o co-fundador da The Last Magazine, Tenzin Wild), como atriz Okamoto atuou ao lado de Hugh Jackman em X-Men Origins: Wolverine e já participou de episódios das séries Hannibal e The Man in the High Castle. Seu mais recente trabalho será interpretando Mercy Graves, a assistente/guarda costas de Lex Luthor em Batman Vs Superman: Dawn of the Justice.

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Kiki Sukezane: Nascida e criada em Kyoto, Sukezane é realmente descendente de uma longa linhagem de samurais, o que explica as técnicas de artes marciais e habilidades de esgrima que ela empresta à Miko sua personagem na série Heroes Reborn, da NBC.

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Kimiko Glenn: Com ascendência japonesa por parte de sua mãe, Glenn é naturalmente, mais famosa por seu papel como Brook Soso em Orange is the New Black da Netflix, mas ela também fez aparições em Married, Law and Order: SVU, e Broad City como a irritante caixa do Beacon’s Closet.

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Não resta dúvida que a lista produzida pelo Yahoo Style tem boas indicações, que muito provavelmente agradariam a maioria dos fãs mais tradicionais, mas a questão vai muito além de questões étnicas e estéticas. Muitas vezes a cabeça dos executivos dos grandes estúdios de cinema parece estar em sintonia com alguma espécie de “universo paralelo” aonde a lógica nem sempre é regra.

Existem fatores muito mais sutis do que aqueles que a primeira vista parecem ser tão óbvios,  mas a indústria cinematográfica norte-americana ainda tem muitos conceitos e preconceitos para rever, indo além de questões de mercado ou lucro, as pessoas estão começando a ter o interesse de se sentirem representadas. Mas o tiro pode sair pela culatra se a questão não for levada a sério e no fim se tornar refém de uma versão distorcida do “politicamente correto” (algo muito comum nos tempos de hoje).

Para que vocês possam refletir um pouco vejamos o exemplo do filme Memórias de uma Gueixa (Memoirs of a Geisha) de 2005, dirigido por Rob Marshall. O filme sofreu duras críticas principalmente por parte de japoneses por em seu elenco as atrizes chinesas  Zhang ZiyiGong Li e a malaia Michelle Yeoh interpretarem gueixas (ícones da cultura japonesa).

Remetendo a questões muito mais complexas e delicadas que “apenas” a estérica das atrizes. Mas sem sombra de dúvida este é um quesito puntual para debates e discussões que a indústria do entretenimento não poderá (ou deverá) se omitir.

 

 

FONTE: Yahoo Style