Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário – O filme é ruim, mas por que ele precisa dar certo?

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Na sinceridade, amigo… O filme é ruim, vai! Porém… Bora ver!

Semana passada estreou o filme em CG dos Cavaleiros do Zodíaco aqui no Brasil. Fui ver no domingo com os amigos e… Bem, vocês não esperavam um primor de película, né?

Pra soltar minha resenha em breves linhas, posso ser direto e dizer que faltou protagonista na história. Seiya tem um fiapo de motivação vomitada em um flashback totalmente descartado depois e que perde pra motivação de muitos outros personagens que pareciam mais interessantes e motivados. E a montanha russa de emoções do filme não ajudou. Esquecendo carinho de fã, que eu não tenho porque nunca fui fã, o filme só é ruim mesmo. Ponto.

Mas por que ele precisa dar certo? Não apenas porque ele “é um anime no cinema, coisa que é rara e a gente tem que apoiar”, mas porque ele é um anime, no cinema, com divulgação forte e que gerou alguns filhotes, como as exibições de episódios em cinemas. Nem com o filme novo de Dragon Ball tivemos algo semelhante e ainda não passou muito tempo desde que o brilhante Vidas ao Vento passou despercebido no país. Como não dizer que o público brasileiro não gosta de anime e franquias japonesas dessa forma? Provando que com o material certo e um pouco de empenho, dá pra tirar alguns milhares de otakus do torrent e leva-los ao cinema.

 

 

Não acredito que algo mais tenha potencial de fazer isso que Cavaleiros fez tão bem, visto que já se perdeu a chance de passar Rurouni Kenshin (Samurai X já dançou) no cinema. Mas assim como houve o boom dos animes há quase quinze anos, o de tokusatsu há uns 25 (putz, como eu tô velho!), pode ser a chance de aproveitarmos a safra de boas produções cinematográficas japonesas baseadas em mangás e até viabilizar projetos menos audaciosos, como exibições simultâneas de primeiros episódios de seriados de mais sucesso (como já acontece na França, EUA e outros países desgraçados).

Da mesma forma que antes de publicar mangá no Brasil se pensava que quadrinhos no nosso país só dava certo se vinha da terra do Tio Sam, até hoje ainda pensamos que somente filmes americanos podem ser rentáveis no cinema de massa. E, trocando Cavaleiros por Transformers, pelo menos Cavaleiros eu entendia as cenas de luta.

Não precisamos da nata do cinema japonês, esses ainda podem continuar passando em mostras de cinema para estudantes de Belas Artes. Mas o cinema de massa, esse, de filmes RUINS COMO CAVALEIROS DO ZODÍACO, cheio de piadas infames, cenas de luta empolgantes (isso é ponto positivo da produção) e dramas pedantes (e casas de câncer – que dá câncer nos olhos), esses me interessam. Não por que eu queira ir ver todos eles no cinema, mas porque eventualmente, um material bacana pode pingar. Quem sabe faça rolar uma seção de AKIRA entre os filmes nostálgicos?

 

Aiolia LOS Wide

 

Talvez eu esteja imaginando coisas, mas prefiro dar meu voto de confiança à bilheteria de Cavaleiros do Zodíaco – A Lenda do Santuário e à empresa que foi muito esperta em suas ações de marketing do que ao pessimismo, que já ronda todo dia e que ninguém mais dá bola. Se não vale o ponto, vale a tentativa!

 

 

*Artigo escrito por Fábio Sakuda e publicado originalmente no site GENKIDAMA.